Javier di Mar-y-Abá
O certo é que acaba
Como todas as folias
O certo é que passa
Como passa uma euforia
E o beijo perde o gosto
Acre-doce da mutamba
Batom não deixa mais
A mancha do Pageú
E o leito de algodão
Já virou palha de tucum
Já não embriagas mais
Os meus sentidos
E o teu furdum
Não me seduz
E eu, ave de arribação
Não, não vou deixar, meu coração perder a luz
Não vou deixar meu coração perder a luz
Paixão é fonte d'água cristalina
Que brota em cima da serra
Pra jorrar no coração
Represa do açude dos desejos
Que a estiagem dos teus beijos
Faz secar de solidão